Arquivo de agosto, 2011

O Baile de Máscaras

Publicado: 08/01/2011 em Reflexão

Você não precisa de máscaras! Precisa de Cristo!

Uma tristeza profunda toma conta de nós de repente e não sabemos explicar como ou por que, mas subitamente um “imã” nos puxa para baixo e nos sentimos intimidados pelas vozes que não cessam dentro de nossas cabeças  e a satisfação de um dia ensolarado se vai. O alimento não nos apetece, como um conto ligeiro toda a nossa alegria se converte em tristeza e a vontade de chorar só não é maior do  que um sono profundo que nos anestesia, nos fazendo mergulhar em uma névoa envolvente e cálida. Mas, como todo o restante da vida, o sono também passa e na tentativa de camuflarmos nossos sentimentos e transparecermos uma força que não temos; começamos a adotar comportamentos que não são nossos e desenvolvemos características descartáveis para nos adaptarmos, sermos aceitos, uma vez que já não nos sentimos seguros dentro de nós mesmos; criamos a falsa ideia de que é seguro o mundo de vidro que nós mesmo projetamos. A quantidade de “máscaras” que usamos é tão vasta que chega a tal ponto de nem nos lembrarmos mais de quem somos!

A depressão se instala lentamente e nós não a percebemos, pois, as máscaras que utilizamos para nos misturar à multidão e jamais demonstrar nossos sentimentos ou fraquezas nos cobrem como um colete à prova de balas e passamos a desafiar a resistência da nossa imunidade-social e nos lançamos aos leões! máscaras antes do culto, antes do trabalho, da escola, da vida, da morte.   Tentamos nos proteger da traição, dos desonestos que são os maus e tentamos esquecer o que nos faz sentir dor. Nosso “senso de justiça”(muitas vezes injusto) inventa mil e uma maneiras de nos imunizar a tal ponto, de não sabermos mais diferenciar a bondade em meio a maldade e nem a maldade dos bons e começamos a nos isolar de forma esguia, nos distanciamos de nós. Esse vazio se torna mais consistência à medida que passamos a rotular tudo e todos e não nos lembramos que a peça capaz de conter a  espiral desse quebra-cabeça auto-degenerativo é Jesus e tentamos nos virar com tudo o que está a nossa disposição e até coisas que não estão, quando na verdade a saída desse labirinto é a Cruz. É lá na Cruz que os nossos disfarces caem por terra e podemos ver nosso próprio rosto!

A festa não precisa acabar agora, sem essa de Colombina, Romeo e Julieta que nada! Não há história de amor mais bonita do que a Daquele que sendo Deus, deixou a sua glória; tornou-se o que os deuses-imortais abominam, para dar a sua vida pela sua amada e ainda vencer o império da morte, transportando a sua amada deste mundo tenebroso para o seu Reino de Glória. O seu amor é tão particular, que até um instrumento de morte tão terrível quanto a cruz, arranca suspiros de amor da sua amada. Sem bombons, nem flores, nenhum perfume, apenas: Uma Cruz e uma Vida.

Por Wandson. Dartfrog